Registro jurídico de propriedade
O registro jurídico responde quem possui qual direito e preserva a cadeia de titularidade. Ele não deve ser confundido com o mapa, a renderização ou a conta que apresenta a informação.


O registro é a camada jurídica
A proposta constitucional determina que direitos reais sejam provados pelos registros competentes quando a lei assim dispuser. Como Candeia é territorialmente digital, o cadastro espacial e o registro jurídico tratam de unidades e direitos dentro do sistema. Imóveis e direitos fundiários no mundo físico continuam sujeitos aos registros e às autoridades do lugar em que se encontram.
Contrato, sucessão, decisão, expropriação ou outro título válido.
A autoridade competente verifica requisitos, limites e conflitos.
O estado confirmado pela fonte competente é atualizado pelo procedimento correto.
Certidão, consulta, mapa e 3D passam a refletir o novo estado.
O que o registro não pode fazer
- criar proprietário para “preencher” campo vazio;
- apagar cadeia anterior porque a interface foi redesenhada;
- tomar posse de chave como prova absoluta de titularidade;
- substituir decisão judicial por alteração administrativa quando a matéria exigir juiz;
- converter geometria do SGDC em direito real sem base jurídica.
Anatomia de um registro de propriedade
Sem inventar uma matrícula concreta, já é possível definir quais perguntas uma futura implementação conectada à fonte competente precisa manter separadas.