Não pode criar poder pela conveniência técnica nem contornar devido processo porque uma operação ocorre por software.
Direitos, liberdades e garantias
A ordem constitucional proposta parte de uma ideia simples e exigente: a pessoa vem antes da conta, do sistema, do patrimônio e da instituição. Direitos fundamentais não são um catálogo decorativo; são limites jurídicos para o Estado, parâmetros para tecnologia e, em situações definidas, proteção contra poder privado sistêmico.
Proposta de Constituição · texto de referência · não promulgada
O direito não é uma promessa abstrata: ele limita decisões concretas.
O Título III transforma dignidade, igualdade, liberdade, processo justo, expressão, imprensa, convicção, associação, propriedade, família e acesso a remédios efetivos em critérios de validade do poder. Alguns direitos admitem limitações proporcionais; outros têm núcleo inderrogável ou proibição absoluta. Como a proposta constitucional ainda é proposta e não promulgada, esta biblioteca explica a arquitetura constitucional do projeto sem fingir vigência constitucional presente.
Uma arquitetura centrada na pessoa
O Art. 14 define a pessoa humana como sujeito originário de direitos e deveres e recusa a ideia de que conta, carteira digital, credencial, avatar, persona ou agente automatizado substituam sua personalidade. Isso muda a lógica de um Estado digital: perder acesso técnico não pode significar desaparecer juridicamente.
O Art. 35 torna a dignidade inviolável; o 36 exige igualdade e proíbe discriminação arbitrária; o 37 protege vida, integridade e autonomia corporal. O restante do Título III constrói garantias processuais e liberdades que tornam esses princípios executáveis.
Direitos como limites de arquitetura
É infraestrutura. Deve implementar direitos, prova, contestação, continuidade e autoridade competente — não redefini-los.
Explica, documenta e encaminha. Não decide sentença, recurso, propriedade ou identidade em lugar do módulo soberano competente.
Como ler esta biblioteca
Cada página abaixo parte do texto constitucional, traduz consequências para situações concretas e aponta seus limites. O conteúdo ajuda a entender o que o direito impede, o que exige e qual pergunta fazer quando uma decisão pública afeta alguém.
Consequências práticas
Uma interface, ban ou falha técnica não deve apagar personalidade jurídica ou bloquear para sempre o acesso a direitos essenciais.
Ao restringir um direito, o Estado precisa apontar base legal, finalidade constitucional e justificar por que a medida é necessária e proporcional.
Quando a origem do dano é sistêmica, a Constituição admite respostas coletivas e estruturais em vez de obrigar milhares de pessoas a repetir o mesmo pedido.
O que esta garantia não autoriza
Esta biblioteca não declara que os direitos já tenham vigência constitucional: a proposta constitucional permanece proposta e não promulgada.
Direitos fundamentais não significam ausência de regras; várias liberdades podem receber disciplina geral e proporcional, enquanto proibições absolutas não podem ser relativizadas.
O resumo do GOV não substitui o texto constitucional nem uma decisão da autoridade competente.